10.15.2009
9.01.2009
O que eu tirei de você?
Cena do filme Instinto
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Prisao da Arrogancia,
Prisao da Cobiça,
Prisao da Crença
8.28.2009
Aprendendo a ser Órfão
Quando o chamado do Órfão se impõe em nossas vidas, é hora de reconhecermos nossas feridas e vulnerabilidades, nos liberando da dependência e reforçando a nossa autoconfiança e a confiança na interdependência com os outros.
“(...)
Coma os sanduíches antes que fiquem moles”, Ammu disse. “E não esqueça de escrever”.
Ela examinou as unhas da mãozinha que segurava, e tirou uma meia-lua de sujeira de debaixo da unha do polegar.
“E cuide do meu querido para mim. Até eu ir buscar.”
“Quando, Ammu?” Quando você vai buscar?”
“Logo.”
“Mas quando? Quando exatamente?”
“Logo, querido. Assim que eu puder.”
“Depois do mês que vem, Ammu?” Um tempo deliberadamente longo, para que Ammu pudesse dizer: Antes disso, Estha. Seja prático. E a escola?
“Assim que eu arrumar um emprego. Assim que eu puder ir embora daqui e arrumar um emprego”, Ammu disse.
“Mas isso não vai ser nunca!” Uma onda de pânico. Uma sensação sem fundo-com fundo.
A senhora que comia ouviu, indulgente.
“Vejam como ele fala bem inglês”, ela disse para os filhos, em tâmil.
“Mas isso não vai ser nunca [never]”, a filha mais velha disse, combativa.” Ene E Vê E Erre. Never.”
Mas o “never” de Estha queria dizer apenas que ainda estava muito longe. Que não ia ser agora, que não seria logo.
Seu “never” não queria dizer Not Ever [Não Jamais].
Mas foi assim que as palavras saíram.
Mas isso não vai ser nunca!
Para o Never eles simplesmente tiravam o O e o T de Not Ever.
Eles?
O governo.
Aonde as pessoas iam para Se Comportar Bem.
E foi assim que tudo terminou.
Never. Not Ever.
Era culpa dele o homem distante dentro do peito de Ammu ter parado de gritar. Culpa dele ela ter morrido sozinha na hospedaria sem ninguém para deitar em cima de suas costas e conversar.
Porque ele é que tinha dito. Mas Ammu, isso não vai ser nunca!
“Não seja bobo, Estha. Vai ser logo”, disse a boca de Ammu.
“Vou ser professora. Vou abrir uma escola. E você e Rahel vão estudar nela.”
“E a gente vai poder estudar porque ela vai ser nossa!”, Estha disse com seu insistente pragmatismo. De olho na grande chance.
Passagens de ônibus grátis. Funerais grátis. Escola grátis. Homem Pequeno. Morava numa cara-van. Dum dum.
“Vamos ter a nossa casa”, Ammu disse.
“Uma casinha”, Rahel disse.
“E na nossa escola vai ter classes e quadros-negros”, Estha disse.
“E giz.”
“E Professores de Verdade dando aula.”
“E castigos de verdade”, Rahel disse.
Essa era a matéria de que eram feitos seus sonhos. No dia que Estha foi Devolvido. Giz. Quadro-negro. Castigos de verdade.
Eles não queriam se livrar fácil. Só queriam castigos proporcionais aos seus crimes. Não aqueles que vinham como armários com quartos embutidos. Não aqueles que você passa a vida inteira pagando, vagando pelo labirinto de estantes.
Sem nenhum aviso prévio o trem começou a rodar. Muito lentamente.
As pupilas de Estha se dilataram. Suas unhas afundaram na mão de Ammu quando ela foi andando pela plataforma. O andar virando uma corrida à medida que o Correio Madras ganhava velocidade.
Deusabençoe, meu bem. Meu querido. Vou buscar você logo!
“Ammu!”, Estha disse quando ela soltou a mão. Adorando cada dedinho que ia soltando. “Ammu! Estou enjoado!”, a voz de Estha virou um gemido.
O Pequeno Élvis Pélvis com um topete especial para passear desmanchado. E sapato bege de bico fino. Ele deixou sua voz.
Na plataforma da estação, Rahel se dobrou para a frente e gritou e gritou.
O trem partiu. A luz chegou.”
O Deus das Pequenas Coisas, Arundhati Roy, Companhia das Letras
O Inocente e o Órfão são dois arquétipos relacionado à segurança. Por um lado o Inocente tende ao otimismo descuidando dos riscos potenciais ao seu entorno, enquanto o Órfão tende ao pessimismo, estando menos propenso a confiar em qualquer circunstância.
Qual dos dois arquétipos se manifesta com mais frequência nos seus desafios? Você consegue reconhecer a voz do Inocente e do Órfão dentro de você?
“A resolução das dualidades é expressa miticamente na imagem da Criança Divina, que incorpora a perfeita inocência mas que também é capaz de enxergar e compreender o mundo tal como ele é e que demonstra muita empatia e compreensão pelas outras pessoas e pelos seus sofrimentos.
(...)
Quando conseguimos ver dor e sofrimento tanto dentro como em torno de nós, e ainda assim ter esperança e fé para nos inspirar a nos doar uns aos outros, então teremos integrado os nossos Inocente e Órfão interiores.” *
* O Despertar do Herói Interior, Carol S. Pearson, Ed. Pensamento
“(...)
Coma os sanduíches antes que fiquem moles”, Ammu disse. “E não esqueça de escrever”.
Ela examinou as unhas da mãozinha que segurava, e tirou uma meia-lua de sujeira de debaixo da unha do polegar.
“E cuide do meu querido para mim. Até eu ir buscar.”
“Quando, Ammu?” Quando você vai buscar?”
“Logo.”
“Mas quando? Quando exatamente?”
“Logo, querido. Assim que eu puder.”
“Depois do mês que vem, Ammu?” Um tempo deliberadamente longo, para que Ammu pudesse dizer: Antes disso, Estha. Seja prático. E a escola?
“Assim que eu arrumar um emprego. Assim que eu puder ir embora daqui e arrumar um emprego”, Ammu disse.
“Mas isso não vai ser nunca!” Uma onda de pânico. Uma sensação sem fundo-com fundo.
A senhora que comia ouviu, indulgente.
“Vejam como ele fala bem inglês”, ela disse para os filhos, em tâmil.
“Mas isso não vai ser nunca [never]”, a filha mais velha disse, combativa.” Ene E Vê E Erre. Never.”
Mas o “never” de Estha queria dizer apenas que ainda estava muito longe. Que não ia ser agora, que não seria logo.
Seu “never” não queria dizer Not Ever [Não Jamais].
Mas foi assim que as palavras saíram.
Mas isso não vai ser nunca!
Para o Never eles simplesmente tiravam o O e o T de Not Ever.
Eles?
O governo.
Aonde as pessoas iam para Se Comportar Bem.
E foi assim que tudo terminou.
Never. Not Ever.
Era culpa dele o homem distante dentro do peito de Ammu ter parado de gritar. Culpa dele ela ter morrido sozinha na hospedaria sem ninguém para deitar em cima de suas costas e conversar.
Porque ele é que tinha dito. Mas Ammu, isso não vai ser nunca!
“Não seja bobo, Estha. Vai ser logo”, disse a boca de Ammu.
“Vou ser professora. Vou abrir uma escola. E você e Rahel vão estudar nela.”
“E a gente vai poder estudar porque ela vai ser nossa!”, Estha disse com seu insistente pragmatismo. De olho na grande chance.
Passagens de ônibus grátis. Funerais grátis. Escola grátis. Homem Pequeno. Morava numa cara-van. Dum dum.
“Vamos ter a nossa casa”, Ammu disse.
“Uma casinha”, Rahel disse.
“E na nossa escola vai ter classes e quadros-negros”, Estha disse.
“E giz.”
“E Professores de Verdade dando aula.”
“E castigos de verdade”, Rahel disse.
Essa era a matéria de que eram feitos seus sonhos. No dia que Estha foi Devolvido. Giz. Quadro-negro. Castigos de verdade.
Eles não queriam se livrar fácil. Só queriam castigos proporcionais aos seus crimes. Não aqueles que vinham como armários com quartos embutidos. Não aqueles que você passa a vida inteira pagando, vagando pelo labirinto de estantes.
Sem nenhum aviso prévio o trem começou a rodar. Muito lentamente.
As pupilas de Estha se dilataram. Suas unhas afundaram na mão de Ammu quando ela foi andando pela plataforma. O andar virando uma corrida à medida que o Correio Madras ganhava velocidade.
Deusabençoe, meu bem. Meu querido. Vou buscar você logo!
“Ammu!”, Estha disse quando ela soltou a mão. Adorando cada dedinho que ia soltando. “Ammu! Estou enjoado!”, a voz de Estha virou um gemido.
O Pequeno Élvis Pélvis com um topete especial para passear desmanchado. E sapato bege de bico fino. Ele deixou sua voz.
Na plataforma da estação, Rahel se dobrou para a frente e gritou e gritou.
O trem partiu. A luz chegou.”
O Deus das Pequenas Coisas, Arundhati Roy, Companhia das Letras
O Inocente e o Órfão são dois arquétipos relacionado à segurança. Por um lado o Inocente tende ao otimismo descuidando dos riscos potenciais ao seu entorno, enquanto o Órfão tende ao pessimismo, estando menos propenso a confiar em qualquer circunstância.
Qual dos dois arquétipos se manifesta com mais frequência nos seus desafios? Você consegue reconhecer a voz do Inocente e do Órfão dentro de você?
“A resolução das dualidades é expressa miticamente na imagem da Criança Divina, que incorpora a perfeita inocência mas que também é capaz de enxergar e compreender o mundo tal como ele é e que demonstra muita empatia e compreensão pelas outras pessoas e pelos seus sofrimentos.
(...)
Quando conseguimos ver dor e sofrimento tanto dentro como em torno de nós, e ainda assim ter esperança e fé para nos inspirar a nos doar uns aos outros, então teremos integrado os nossos Inocente e Órfão interiores.” *
* O Despertar do Herói Interior, Carol S. Pearson, Ed. Pensamento
7.29.2009
Uma Organização Inovadora
A Daiichi Sankyo do Brasil é uma indústria farmacêutica que acumula cases de sucesso no que tange inovação. Recentemente foi escolhida pela Época Negócios uma das 25 empresas brasileiras mais inovadoras, com destaque ao estímulo à inovação.
A cultura da Daiichi parece expressar aquilo que o arquétipo do Criador tem de melhor, que nas palavras de Carol Pearson: " Culturas altamente inovadoras e visionárias nas quais a principal preocupação é aquilo que estamos construindo juntos*".
-----
A Daiichi ofereceu a 40 colaboradores de todos os seus setores a experiência do Jogo do Herói em maio de 2008.
"Durante a nossa jornada de trabalho e a vida agitada, na maioria das vezes não temos tempo de pensar na gente mesmo e refletir se estamos no caminho certo. É muito legal saber que a empresa que você trabalha se preocupa com você como pessoa, além do profissional. È gratificante e motivador!"
Mariana Viveiros, Daiichi Sankyo
* O Despertar do Herói Interior, Carol Pearson, Editora Pensamento
A cultura da Daiichi parece expressar aquilo que o arquétipo do Criador tem de melhor, que nas palavras de Carol Pearson: " Culturas altamente inovadoras e visionárias nas quais a principal preocupação é aquilo que estamos construindo juntos*".
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A Daiichi ofereceu a 40 colaboradores de todos os seus setores a experiência do Jogo do Herói em maio de 2008.
"Durante a nossa jornada de trabalho e a vida agitada, na maioria das vezes não temos tempo de pensar na gente mesmo e refletir se estamos no caminho certo. É muito legal saber que a empresa que você trabalha se preocupa com você como pessoa, além do profissional. È gratificante e motivador!"
Mariana Viveiros, Daiichi Sankyo
* O Despertar do Herói Interior, Carol Pearson, Editora Pensamento
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